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Vício

  • 10 de out. de 2015
  • 1 min de leitura

Cansado do vício Desta dependência Do prazer fictício Do pulmão em falência

Da fumaça que habita O corpo com violência E que a mente já grita Um corte com urgência

Mas a inconsciência É que dita a vontade Eu já peço piedade Desta minha demência

De uma necessidade De inalar fumaça Mas já não achar graça E nem sentir saudade

Notar que nunca passa Este cheiro amargo Que combina com um trago Ou com um café na praça

E a rotina perdura Fumo, trago e apago Em um gesto já vago De quem perde a fissura

Mas ainda preciso Acender um cigarro Amarelar o sorriso Produzir um catarro Que começa impreciso E já vira pigarro Neste pesar conciso Como quem bate o carro

 
 
 

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